IIC – Insuficiência (ou incompetência) istmo cervical

Sabe aquela história de que, quando você tira zero em uma prova na escola, quando criança, você precisa estudar para a recuperação e quase saber mais que o professor para se recuperar do choque e provar para você mesmo que você consegue?

Então… Comigo foi assim, quando perdi o João. Logo que isso aconteceu, toda culpa veio à tona (faz parte do processo de luto também), claro que isso foi só uma analogia né? Sem tirar, pe claro, toda dor e processos envolvidos nesse caminho.

Interessante é que, eu sabia que ele era saudável, tanto que eu não quis fazer nenhuma intervenção em seu corpinho, para saber se o problema da gestação – que até então eu não sabia o porquê de ter dado errado – era uma “pane” do meu organismo ou do dele.

Uma mãe que perde o filho, após passar por toda dor e cansar, literalmente, de chorar, resolve investigar o que houve. No meu caso, eu chorei por um mês, mas mesmo ainda chorando e MUITO fragilizada, eu quis investigar. Ouvi de profissionais que se intitulavam na época “obstetra especialista em gravidez de alto risco” que eu estava “ansiosa demais”. Mas “pera lá”, você acaba de voltar da maternidade para casa, sem seu filho que você gestou por 8 meses, de colo vazio e tendo que passar para todo mundo que eu ia ficar bem (a sociedade é cruel, ela nos cobra demais), como eu já falei nesse post aqui – Precisamos falar sobre isso… –  e vem um ser, que se intitula “especialista” no que você entende que nessas horas, deveria ter uma postura de acolhimento, afeto ou qualquer coisa que não fosse me dar um retorno desse, de que eu estava ansiosa? O mínimo que eu poderia estar era ansiosa mesmo, meu caro “ex” obstetra, se eu estivesse louca, ainda sim eu poderia estar e ele não poderia nada disso falar.

Passando o desabafo… (pausa para a respiração ofegante).

Mas aonde eu quero chegar com isso? Passada todo choque dos primeiros momentos e enfrentamentos que quis passar, para que a fase do luto fosse, talvez, mais branda, eu me tornei, literalmente, uma “PHD” em obstetrícia de alto risco! A informação, de certa forma, me acalmava. Li artigos científicos sobre TODAS as complicações que pudessem existir para que uma gravidez, quase considerada fora da prematuridade extrema, se resultasse em um natimorto e uma mãe enlutada. Acho que nem na minha faculdade INTEIRA de psicologia e em toda minha vida escolar, eu estudei tanto. 

Um dos assuntos que estudei, muito, mas parece que já era Deus me preparando, foi sobre a IIC (insuficiência ou incompetência istmo cervical). Muito mais comum do que a trombofilia, porém, o risco de mortalidade é “somente” no feto. Mas “pera lá” ( de novo), por que eu estudei tanto sobre isso? Eu explico. Na ultrassom em que eu soube do falecimento do João, o obstetra havia me perguntado se eu não percebi que escorreu líquido pelas pernas. Fiquei encucada com aquilo, mas é óbvio que não havia acontecido! Porém, como eu ainda não entendia nada disso, me lembrei que um dia fui ao banheiro e urinei muito. Porém logo pensei. Mas gente, o ato de urinar é controlável, ou melhor, eu já havia me informado que, quando a bolsa estourava, não tinha como segurar, que seria água para todo lado, descendo pelas pernas. Com isso, logo descartei (a obstetra kkk) a IIC como sendo causa da perda do João.

No 15º dia após a morte do João, eu já estava no consultório da Dra Beatriz Amélia Monteiro de Andrade. Costumo dizer que ela é meu anjo na terra, em forma de obstetra (realmente era a especialista em gravidez de alto risco que procurava naquele momento), ela deve gostar de um pepino, né? Rs

Fui na Dra Bia por indicação de uma amiga do meu esposo, que possui a trombofilia. Ela, logo que eu falei os primeiros sintomas, já começou a falar na trombofilia e descartar a IIC.

Agora vocês estão aí se perguntando, por que a Carol fez toda essa introdução, para falar sobre um problema na gravidez, que ela não teve?

Porém, meus amores, eu tive, mas na segunda gravidez, a do Rafael…

Logo que saí do consultório da Dra Beatriz, ela me pediu que fizesse os exames para trombofilia e me pediu principalmente que, eu jurasse, que não engravidaria em, pelo menos, 3 a 6 meses. Uma vez que ela não só pensava no tempo do útero inteiro se recuperar, mas percebi que ela pensava também, no tempo que eu precisava me dar. Para elaborar aquilo tudo que estava acontecendo comigo. Ela não é um anjo? Gratidão eterna.

Mas como eu vivia com a Síndrome da Mulher Maravilha nas costas e na cabeça, achando que dava conta. Logo após passar o período necessário após uma perda, para fazer os exames de trombofilia, que são de 15 dias, realizei e aguardei os resultados. O laboratório estava de brincadeira comigo (rs). Soltava cada resultado, um por dia. Mas era coisa de Deus, mesmo! Parecia que era para eu esperar o máximo possível. E como eu já disse no post, sobre os exames de trombofilia, alguns deles são exames genéticos e demoram de 15 a 40 dias úteis para sair o resultado. Haja paciência e ansidade!!!

Os exames ficaram prontos, por volta de 1 mês, após eu sair do consultório da Dra Bia com os pedidos. Resultado: todos negativos! Mas ela já havia me falado, que pelo laudo da placenta (infarto placentário), pelo meu histórico, ela me prescreveria, de toda forma, a heparina, na dosagem profilática, ou seja, uma prevenção, mesmo os exames dando ou não negativo.

Quando voltei para mostrar os exames para ela, 2 meses após ter ido lá, eu já estava grávida novamente! E vocês lembram que ela pediu pelo menos 3 meses após o parto para engravidar? E após todos os exames prontos? Pois é, eu só não obedeci a primeira parte do juramento. Rs! 

Me lembro que eu tremia as pernas, aguardando ser atendida e nesse meio tempo, contei para a Renata, secretária dela (outra querida nossa). Ela quase deu pulinhos de felicidade. Me lembro até hoje do abraço que ela me deu de parabéns! E do tanto que me pedia para acreditar em Deus e na obstetra. 

Chegou a hora de entrar no consultório e é claro, a Dra Bia me deu aquela bronquinha. Mas logo levantou-se da cadeira e me deu um abraço e os parabéns, comemorou comigo e me disse:

_”Vai dar tudo certo! Vamos tratar essa gravidez como sendo outra história. Outro filho ou filha e tente ficar calma, pois o que tiver ao meu alcance e ao alcance da literatura médica, eu farei por vocês.”

Aquilo ali foi uma injeção de fé muito grande! Ela foi muito sábia em colocar cada palavra dessa em meu coração. Tanto que me lembro delas, com detalhes, até hoje.

Na 11º semana de gravidez, eu ainda não sabia o sexo, mas isso para mim não importava. Na verdade nada importava, eu só queria meu filho ou filha nos braços com, pelo menos, 38 semanas de gravidez. Mas enfim, na semana que completei 11 semanas eu tive um sagramento. Gente, eu enlouqueci de medo!!! Pavor!!! Esse foi meu primeiro nível de stress mais alterado, durante a gravidez. Liguei para Dra Bia na hora, ela pediu que eu enviasse foto, enviei. Ela com todo cuidado e carinho, disse que infelizmente se fosse um aborto espontâneo eu iria saber e que nada poderia ser feito. Um bebê não tem possibilidade nenhuma de sobrevida extra uterina, antes de, pelo menos 24, 25 semanas, mesmo assim, com auxílio de uma UTINeo e com muito risco de morte.

A obstetra me deu uma guia (eu sempre tinha uma guardada, ela nunca me deixou sem guia de ultrassom) e graças a Deus, o bebê estava ótimo e minha placenta só estava um pouco baixa). Me pediu repouso relativo, ou seja, ficar mais tranquila (cê jura que fiquei né?), não pegar peso, etc. e me prescreveu uma progesterona intravaginal. Fiz tudo que ela mandou.

Passadas 5 semanas, nada de sangramento mais. Eu vivendo meu luto ainda da última gravidez e convivendo com a fantástica oportunidade de um novo filho no ventre, só conseguia falar do assunto, para os poucos que sabiam da gravidez, não conseguia ficar nem 1 minuto sem pensar no assunto. Sempre com muita fé, força e coragem para seguir adiante no meu sonho. 

Em uma consulta de rotina, ao fazer o toque (o que salvou a vida do meu filho), que agora já tinha sexo e nome, meu Rafael, a Dra Bia percebeu que eu estava com o colo dilatado em quase 2 cm. A expressão facial dela mudou na hora. O cuidado dela era tanto que ela já ligou para a equipe da maternidade onde eu ganharia o Rafael e conversou sobre a possibilidade de realizar um procedimento chamado cerclagem (costura do colo do útero). Procedimento que salva vidas e é muito comum de acontecer. Colocou na balança os riscos e benefícios e decidimos por realizar o procedimento.

Pronto, mais nível elevado de stress, mais uma crise de pânico e pavor por pensar em não ter mais um filho nos braços. E eu só me perguntava o porquê de ter que passar por mais uma provação. Penso hoje que era um teste de fé.

E não tive nenhum tipo de afrouxamento ou dilatação precoce do colo, na primeira gestação. Essa não era uma tendência minha. Mas tenho comigo que a proximidade dos partos, bem como a curetagem pós parto normal que o médico da época realizou, influenciou em uma possível dificuldade maior na cicatrização do colo. A Dra Bia havia me alertado, mas eu não obedeci. Lembram? Ela fala comigo que uma coisa não tem relação com a outra, mas dentro de mim diz que sim. Coisa de mãe.

Vou explicar melhor como é feita a cerclagem – Coloca-se um fio de sutura no colo uterino para impedir sua dilatação antes do tempo desejado, isto é, o termo na gestação. Porém, ela só é feita com segurança, até as 12 semanas e eu estava com 16 semanas!!! Puts, mais motivo pra morrer de medo…

Haviam diversos riscos: da bolsa estourar (o pior deles) e o de todo procedimento, de adquirir uma infecção, etc. Mas dentro de mim dizia que tudo daria certo!!!

Fiz o procedimento com ela e fui liberada no dia seguinte para casa. Quando o Dr Frederico Peret (ele faz parte da equipe de alto risco da maternidade e trabalha junto com a Dra Bia) me deu alta, dizendo que tudo foi um sucesso, eu nem acreditei! Graças a Deus!

Fui para casa com as seguintes recomendações: Repouso absoluto até, pelo menos, 37 semanas; tomar progesterona (via vaginal), duas vezes ao dia, até essas 37 semanas (que nunca cheguei em nenhuma gestação, rs).

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Minha companheirinha Maitê, desse tal repouso que não acabava nuncaaa!

Quero voltar a citar minhas amadas amigas de infância, Pri e Carlinha, que iam TODA SEMANA rezar o terço da misericórdia comigo e minha família, no início de cada semana, para que eu começasse a próxima com mais fé. E era isso que acontecia. Gratidão eterna, amigas!

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Duas amigas de infância e com certeza, companheiras de outras vidas.

Gratidão também à todas as amigas do grupo de trombofilia, em especial, a Letícia Murta, do blog Eu curto ser mãe, mãe do anjo Francisco, que partiu aos 38 semanas de gestação e da linda Iolanda em seus braços. Também à Isabela Gibosky, mãe da Maria Fernanda, anjinha linda, que chegou a nascer, mas faleceu 60 horas após o parto, em função da prematuridade e hoje mãe também dos lindos Pedro e Clarissa.

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Só nós sabemos o quanto desejamos fazer  essas fotos! Olha lá a Clarissa na barriga da Bela.
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Nossos milagrinhos: Iolanda, Rafael e Pedro Lucas

À Cris Dias, muito querida e amiga, que também teve IIC na gravidez. Estávamos grávidas juntas e hoje ela tem a linda Aninha, com quase a mesma idade do Rafa e um cromossomo a mais, o cromossomo do amor (ainda farei um post especial para ela). A Cris conversava comigo quase todos os dias, trocava suas angustias e lia todas as minhas, via inbox no facebook.

Amo muito todas vocês!

Voltando…

Porém, algo me dizia que meu menino viria nas 34 semanas. Eu sempre falei no dia 4 de janeiro, pois era o dia em que eu completaria as temidas e traumáticas 34 semanas. Mãe sabe, mãe sente. E mesmo com todo cuidado e orações do mundo, minha bolsa estourou exatamente no dia 4 de janeiro, em um sábado! O resultado disso, vocês já sabem.

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Eu ainda farei um post especial sobre mamães de UTINeo. Nós somos realmente escolhidas por Deus para passar por aquele ambiente. Não por que somos especiais, mas dali tirei tanto aprendizado, colhi tanta informação preciosa, fiz amigos tão queridos. Amei de graça tanta mãe, tanta enfermeira e tanto bebê, que chego a me emocionar toda vez que me lembro.

Minha experiência com a IIC foi essa. E confesso que não tive outro filho ainda porque não posso fazer repouso na gravidez, caso ele seja necessário mais uma vez. Como fazer repouso com um espoletinha, lindo, de 2 anos e meio? rsrs É imprevisível eu ter novamente a IIC no meu caso, uma vez que no primeiro parto não aconteceu. Demorei 22 horas para dilatar no parto normal induzido do João, mas…

Conte-me como foi a sua experiência! Por onde preferir. Por e-mail, pelo facebook, ou por aqui mesmo. Talvez eu possa lhe indicar especialistas – caso você tenha passado pela mesma experiência – em que possam te ajudar em uma próxima gravidez, em toda parte do Brasil, pois tenho contatos com mães de tudo quanto é lado desse país, que passaram pelo que passei e podem indicar também, pois hoje tem seus amores nos braços.

Segue link de perguntas e respostas, do site do Dr Ricardo Barini, muito recomendado entre as trombofílicas amigas, lá de Campinas/SP, para que vocês possam tirar algumas dúvidas. 

Perguntas e Respostas sobre IIC e cerclagem

Espero ter sido o mais clara e didática possível.

Beijos no coração e uma semana abençoada para todos nós!

(Falei que segunda-feira era dia de textão) rsrs

 

 

 

 

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14 Comments

  1. Oiii! Na minha gestação também tive que ficar de repouso, foi muito difícil, teve pessoas que nunca souberam que eu engravidei porque repouso e logo depois só viveu 6 meses né. Mas o meu caso foi outro, estava tendo contrações no 3°mês e minha pressão subiu….ficou alta até 1 ano após o nascimento. Eu não sei se isso foi devido a Trombofilia porque na época ainda não sabiamos.
    Eu creio que Deus também vai me abençoar não só com um filho (a) mas com um médico que abrace a minha causa com carinho, porque hoje em dia esta dificil achar isso.
    Beijos e adoro seus posts…😘😘

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    1. Nossa, sei exatamente o que você está dizendo, querida. Eu costumo dizer que o que me levou à depressão não foi a perda do João e o fato de eu não me permitir viver o luto em sua totalidade, no momento em que tinha que ser vivido, afinal engravidei rápido demais do Rafa após minha perda. Mas o que me adoeceu, me fez sofrer mesmo, mentalmente, foi o repouso da segunda gravidez. Claro que a soma de tudo não deixa de ser um fator relevante, mas foi muito, muito difícil. A trombofilia tem relação com a pré eclampsia sim. Farei um post somente desse assunto qualquer dia desses. Beijos no coração e muito obrigada por me seguir, querida!

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  2. Oi Carol , é primeira vez que comento um post seu, te conheci através de uma postagem da Letícia Murta , eu perdi o meu menino no final de Dezembro aos 7 meses de gestação,minha pressão subiu, e eu passei mal, foi tenebroso, tive descolamento de placenta e meu bebê não resistiu. E pra mim ainda parece que foi ontem, eu mesma me espanto com o quanto ansiosa e descontrolada eu fiquei. Era uma gravidez muito, muito, muito mesmo esperada e desejada, por isso o medo e a culpa me atormentam até os dias de hoje. Os médicos me pediram para esperam 6 meses para tentar outro bebê, e eu decidi, que para mim, era melhor esperar, logo, que tamanha era minha tristeza , que no primeiro mês nem sozinha em casa eu conseguia ficar. Faço terapia e me apego com Deus, e entendo que cada um tem uma forma de encarar as coisas, e que eu estou melhorando aos poucos, já consigo falar no assunto, já durmo à noite sem ter que tomar quase um litro de chá, e durmo a noite inteira . Porém ainda não me sinto 100% , não sei, é estranho,parece que não sou mais a mesma entende ? Já passei por vários médicos, e por sinal fiquei com uma mania terrível de achar que tem alguma coisa errada, uma insegurança que às vezes chega ser incontrolável. Fui no obstetra que faz alto risco, expliquei a situação,e ele me falou que 6 meses é um bom tempo,mais que eu tenho que me sentir segura e confortável para tentar de novo, me falou que eu vou entrar no protocolo de alto risco, e eu ainda vou voltar lá para dar continuidade , exames … Admiro muito a forma com que você ousou em engravidar tão rápido novamente, eu, estou me preparando, e vou conseguir em nome de Jesus !!!

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  3. Linda, Carla… Nossa, esses sentimentos nossos, após uma perda, são realmente legítimos. É terrível, nos tornamos hipocondríacas (pra não falar outra coisa), só pensamos em doença e consequentemente, ficamos inseguras com tudo. Só devemos tomar cuidado se isso não está afetando nosso dia a dia, pois o medo e esses sentimento que citei nos paralisa. Eu demorei a aceitar, até conto isso em meu post “Maternidade: Expectativa x realidade – como aconteceu comigo”. E lembrando, sou da área de saúde mental (psicologia) e querendo ou não, eu me esquivava de um diagnóstico, que, dentro de mim, eu já sabia que possuía. Convivi com a depressão pós parto do Rafael, sem aceitar tratamento e a coisa degringolou. Só fui tratar quando ele tinha 1 ano e meio. Eu não estou dizendo que você está com depressão, de forma alguma, mesmo por que você não foi avaliada, bem como analisada ór mim e isso não se faz via redes sociais e blogs, rsrs, mas procure um psiquiatra e tire essa dúvida. Com certeza, em uma próxima gestação, se você procurar ajuda, você estará mais preparada e confiante de que tudo dará certo. Tente unir os dois profissionais, médico (psiquiatra) + psicólogo. Beijos no seu coração e ficarei na torcida para saber do seu positivo. Venha me contar, tá?

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  4. Carol boa noite sou a Patricia e moro em Bh . Já passei por algo parecido na minha primeira gestação ! Perdi uma menina por anencefalia !! Muito sofrimento !!! Deus sabe de todas as coisas !! Tenho fé que vc vai melhorar cada dia mais !!! Cada filho é um filho e a gente nunca esquece !! Depois se vc puder me dá alguma indicação de obstetra de alto risco em Bh !!! Eu tive outro filho 5 anos depois do acontecido !! Deus é maravilhoso !! Meu filho abençoado Matheus !!! Hoje com 2 anos e 4 meses !!! Um Bj !! Fica com Deus !!!

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    1. Oi Patrícia! Tudo bem? Me desculpe pela demora em te responder. Tenho sim. Posso te indicar através do facebook? Você possui? Te mando todas as indicações por inbox. Obrigada pelo carinho e sinto muito pela sua bebe com anencefalia. Mas ela está bem, ao lado de Deus im ❤

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  5. Nossa como é mesmo difícil passar-mos por esta perda. No meu caso fiquei treze anos tentando engravidar e nada , vários exames e diagnóstico ovários policisticos, mas vc pode engravidar a qualquer momento. Pronto e nada ,resolvi então tentar o coito programado , fiz acho que 4 acompanhamentos e nada , aí desisti de vez. Quando foi 1 ano e seis meses após esse tratamento, ja não pensando mais em gravidez comecei a passar mal sem disposição e meu marido disse vamos fazer um teste para descartar gravidez e poder procurar um médico. Ok fiz o teste de farmácia deu positivo, de sangue também foi o dia mais feliz de nossas vidas, simplesmente não conseguíamos nos rconter de tanta alegria. Fiz o pré natal todos os exames solicitados pelo médico, as ultrasons e tudo corria na mais perfeita harmonia mãe e bebê. No dia da minha ultrason morfológica com 21 semanas descobrimos o sexo do bebê seria uma linda menina chamada maria clara. Naquele mesmo dia fomos dar a tão maravilhosa notícia a família até ai tudo bem, mas nesta mesma noite senti umas cólicas e notei uma secreção diferente saindo sempre que ia no banheiro, ai resolvi pesquisar na Internet e falavam sobre um tal tampão mucoso ja fiquei apreensiva e no outro dia pelo sim ou não resolvi ir ao hospital. Chegando la expliquei ao médico o porque de estar lá, e ele me disse vamos fazer um toque para termos a certeza de que esta tudo certo. Quando ele colocou o expectro e olhou ele logo disse” Nossa vc não está sentindo dores, eu disse só uma cólica muito leve, ai ele chamou meu esposo e mostrou , o meu colo estava ja com 3 centímetros de dilatação e bolsa ja havia descido pelo canal e estava protusa. Neste momento meu mundo desabou, comecei a tremer sem parar o medico disse o bebê esta nascendo e com os meus 40 anos de profissão digo não tem chance nenhuma desta criança sobreviver. Ai ja me internou, eu não podia levantar pra nada , por 4 dias me deram medicamentos para tentar segurar mais tempo o bebê, mas o tal muco do tampão tanto se formava quanto saia novamente. No quinto dia o médico me deu alta porque ele me disse que o que podia ser feito ja tinha sido feito, e que ali eu corria um risco imenso de obter uma grande infecção uma vez que o meu colo estava aberto. Gente eu não queria sair dali,, mas então la fii eu para casa direto pra cima da cama, eu sentia a a bebê mexer, mas no fundo da minha alma eu ja sabia que eu não iria conseguir segura-la por muito tempo. Então depois de três dias em casa, comecei a sentir contrações que foram se intensificando a cada minuto. Chamei minha mãe e meu pai e marido e la fomos nós novamente no mesmo pesadelo.a médica fez um toque viu que a bolsa estava rompida e ja sentia os pés da bebê. Bom me medicaram a partir dai fui submetida a doses altas de antibióticos e depois de três dias sem fim minha filha nasceu de parto normal ali mesmo no leito, morta pensando apenas 420 gramas. Era muito linda perfeitinha, mas não teve chance nenhuma. Tive meu anjinho no dia do aniverssario meu e do meu marido,17/06/2016.A equipe médica me disse que o colo do meu útero abriu devido a não suportar o peso do bebê, que isso é mais comum do que se imagina mas muitas vezes é preciso a mulher perder um filho pra ser diagnosticado. Muito triste né. E que no meu caso não puderam tentar uma cerclagem de emergência devido a bolsa protusa ( que ja estava praticamente toda no canal. Triseza tristeza imensa agora nem sei se vou conseguir engravidar novamente. É muito bom ler as postagens de bcs pra mim é uma forma de conforto dividirmos nossas dores. Bjs a todas .

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    1. 😭 Querida, coincidentemente, no dia que você perdeu sua Maria Clara eu decidi criar o blog. Nossa, sinto muito por você! Sei que um filho não substitui o outro, mas agora sabendo da IIC você fará a cerclagem com 12 semanas e o repouso, na próxima gravidez.
      Ontem mesmo eu postei sobre as fases do luto. É só vc clicar em blog Carol Oliva que você vê. É o último post. Viva intensamente esse momento e se prepare, pois a glória virá para você também. Independente de qualquer empecilho que você já teve para conseguir engravidar. Acredite em você! Ou pelo menos, tente se esforçar a isso. Tenha fé, mesmo sendo tão difícil nesse momento. Na hora certa e quando vc estiver preparada, você terá seus filhos, com todo cuidado que uma mãe que possui IIC tem que ter. É terrível não ter um exame que fale essas tendências. Digo, ter até tem né? Mas a medicina obstétrica não trabalha de forma preventiva nesses casos. Porém só nós mães que perdemos nossos filhos sabemos da importância dessa prevenção. Antes de engravidar eu pensava que pré natal era para evitar todo e qualquer problema que possa vir a ter uma gravidez. Hoje vejo que são pouquíssimos médicos que trabalham como deveriam.
      Um beijo no seu coração e muito obrigada por ler meu blog.
      Fique a vontade em compartilha-lo.
      Em breve meu canal no YouTube será lançado e por lá falarei muito sobre a IIC também!

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  6. Oi chorei lendo seu relato,
    Meu nome é Paula Grazielle tenho 23 anos e sou mão de dois anjos
    João e Davi, que perdi por conta da IIC, vou relatar aqui minha historia..
    Eu fiquei gravida sem esperar na época namorava ainda, mas mesmo assim amei o fato de saber que gerava um ser dentro de mim, descobri a gravidez ja estava com 12 semanas pois menstruei normal e dois dias depois descobri que era gêmeos e foi uma felicidade que ate hoje não sei explicar, no dia 7 de janeiro fiz uma ultra estava tudo ótimo, no dia 09 de janeiro me casei, no dia 10 que começou meu pesadelo..
    Eu estava estranha não sentia dores mas saia algo de mim estranho parecia um catarro e minha mãe me aconselhou ir ao medico, como já era noite esperei ate o dia seguinte, meu esposo foi trabalhar e eu levantei bem cedo tomei banho e fui, não estava com dor mas estava com um incomodo estranho e só estava de 23 semanas, quando cheguei ao hospital já estava com 3 cm de dilatação fui internada repouso quase absoluto só levantava pro banho pra não ter infecções, não pude fazer uma cerclagem de urgência porque já estava com a bolsa protusa no canal vaginal e era quase certa que a bolsa estouraria no procedimento, fiquei 9 dias fazendo tudo que a medica dra Juliane um amor e as enfermeiras que se tornaram todas minhas amigas pediam, porem quando foi no dia 19 comecei a sentir dores e a dra pediu uma cesária de emergência no dia 20 nasceram meus Pequenos com apenas 24 semanas de gestação pesando 625 gr e 29 cm cada um nem os olhinhos eles tinham aberto ainda =/
    Mesmo assim eles eram lindos formadinhos cabeludos a cara do meu esposo rs.
    E apesar de todas as condições eu nunca me senti tao feliz, nunca amei tanto um ser, quer dizer dois, eles estavam dentro de mim eu gerei dois bebes lindo e tinha certeza que meu “sofrimento” tinha acabado eu tinha tanta fé que sairia vitoriosa sabia que ficaria na utineo mas que sairia com meus dois filhos, fui velo depois que passou a anestesia brinque, conversei foi lindo e único, mas no dia seguinte tive a pior noticia da minha vida, o Davi não aguento e depois de três paradas cardíacas veio a falecer, foi horrível uma dor que nem se eu viver um milhão de anos vou saber explicar, não foi como perder um braço ou uma perna, foi como perde uma parte do meu coração tivemos que fazer sepultamento e eu fiz questão de ter alta bem cedinho e ir me despedir do meu amado e lindo anjo, quando cheguei em casa ligaram do hospital e pediram pra eu ir la, eu fui pedindo a Deus pra me deixar o João eu sempre sonhei com o João mesmo antes de saber que estava gravida de gêmeos eu falava que era um menino e que iria chamar João, mas infelizmente Deus precisou dele e pediu pra ele voltar e lá foi o João ele faleceu também..
    Hoje passado 8 meses quero engravidar de novo pesquisei e estou doutorada em IIC só não encontro o medico que pode me ajudar porque eu só encontrei esses que me desmotivam, que mesmo eu sendo nova e tento como realizar meu sonho falam pra eu desistir de ser mãe mas isso é um sonho que nao vou deixar nunca meu coração nao aceita, eu nao aceito
    Moro em São Paulo se voce souber de algum medico que atenda meu convenio Intermedica Notredame vou ser imensamente grata!

    OBrigada desculpe o desabafo tentei incurta mas nao consegui =/
    Beijos com asas 🙂

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  7. Oi chorei lendo seu relato,
    Meu nome é Paula Grazielle tenho 23 anos e sou mão de dois anjos
    João e Davi, que perdi por conta da IIC, vou relatar aqui minha historia..
    Eu fiquei gravida sem esperar na época namorava ainda, mas mesmo assim amei o fato de saber que gerava um ser dentro de mim, descobri a gravidez ja estava com 12 semanas pois menstruei normal e dois dias depois descobri que era gêmeos e foi uma felicidade que ate hoje não sei explicar, no dia 7 de janeiro fiz uma ultra estava tudo ótimo, no dia 09 de janeiro me casei, no dia 10 que começou meu pesadelo..
    Eu estava estranha não sentia dores mas saia algo de mim estranho parecia um catarro e minha mãe me aconselhou ir ao medico, como já era noite esperei ate o dia seguinte, meu esposo foi trabalhar e eu levantei bem cedo tomei banho e fui, não estava com dor mas estava com um incomodo estranho e só estava de 23 semanas, quando cheguei ao hospital já estava com 3 cm de dilatação fui internada repouso quase absoluto só levantava pro banho pra não ter infecções, não pude fazer uma cerclagem de urgência porque já estava com a bolsa protusa no canal vaginal e era quase certa que a bolsa estouraria no procedimento, fiquei 9 dias fazendo tudo que a medica dra Juliane um amor e as enfermeiras que se tornaram todas minhas amigas pediam, porem quando foi no dia 19 comecei a sentir dores e a dra pediu uma cesária de emergência no dia 20 nasceram meus Pequenos com apenas 24 semanas de gestação pesando 625 gr e 29 cm cada um nem os olhinhos eles tinham aberto ainda =/
    Mesmo assim eles eram lindos formadinhos cabeludos a cara do meu esposo rs.
    E apesar de todas as condições eu nunca me senti tao feliz, nunca amei tanto um ser, quer dizer dois, eles estavam dentro de mim eu gerei dois bebes lindo e tinha certeza que meu “sofrimento” tinha acabado eu tinha tanta fé que sairia vitoriosa sabia que ficaria na utineo mas que sairia com meus dois filhos, fui velo depois que passou a anestesia brinque, conversei foi lindo e único, mas no dia seguinte tive a pior noticia da minha vida, o Davi não aguento e depois de três paradas cardíacas veio a falecer, foi horrível uma dor sem esperar na época namorava ainda, mas mesmo assim amei o fato de saber que gerava um ser dentro de mim, descobri a gravidez ja estava com 12 semanas pois menstruei normal e dois dias depois descobri que era gêmeos e foi uma felicidade que ate hoje não sei explicar, no dia 7 de janeiro fiz uma ultra estava tudo ótimo, no dia 09 de janeiro me casei, no dia 10 que começou meu pesadelo..
    Eu estava estranha não sentia dores mas saia algo de mim estranho parecia um catarro e minha mãe me aconselhou ir ao medico, como já era noite esperei ate o dia seguinte, meu esposo foi trabalhar e eu levantei bem cedo tomei banho e fui, não estava com dor mas estava com um incomodo estranho e só estava de 23 semanas, quando cheguei ao hospital já estava com 3 cm de dilatação fui internada repouso quase absoluto só levantava pro banho pra não ter infecções, não pude fazer uma cerclagem de urgência porque já estava com a bolsa protusa no canal vaginal e era quase certa que a bolsa estouraria no procedimento, fiquei 9 dias fazendo tudo que a medica dra Juliane um amor e as enfermeiras que se tornaram todas minhas amigas pediam, porem quando foi no dia 19 comecei a sentir dores e a dra pediu uma cesária de emergência no dia 20 nasceram meus Pequenos com apenas 24 semanas de gestação pesando 625 gr e 29 cm cada um nem os olhinhos eles tinham aberto ainda =/
    Mesmo assim eles eram lindos formadinhos cabeludos a cara do meu esposo rs.
    E apesar de todas as condições eu nunca me senti tao feliz, nunca amei tanto um ser, quer dizer dois, eles estavam dentro de mim eu gerei dois bebes lindo e tinha certeza que meu “sofrimento” tinha acabado eu tinha tanta fé que sairia vitoriosa sabia que ficaria na utineo mas que sairia com meus dois filhos, fui velo depois que passou a anestesia brinque, conversei foi lindo e único, mas no dia seguinte tive a pior noticia da minha vida, o Davi não aguento e depois de três paradas cardíacas veio a falecer, foi horrível uma dor que nem se eu viver um milhão de anos vou saber explicar, não foi como perder um braço ou uma perna, foi como perde uma parte do meu coração tivemos que fazer sepultamento e eu fiz questão de ter alta bem cedinho e ir me despedir do meu amado e lindo anjo, quando cheguei em casa ligaram do hospital e pediram pra eu ir la, eu fui pedindo a Deus pra me deixar o João eu sempre sonhei com o João mesmo antes de saber que estava gravida de gêmeos eu falava que era um menino e que iria chamar João, mas infelizmente Deus precisou dele e pediu pra ele voltar e lá foi o João ele faleceu também..
    Hoje passado 8 meses quero engravidar de novo pesquisei e estou doutorada em IIC só não encontro o medico que pode me ajudar porque eu só encontrei esses que me desmotivam, que mesmo eu sendo nova e tento como realizar meu sonho falam pra eu desistir de ser mãe mas isso é um sonho que nao vou deixar nunca meu coração nao aceita, eu nao aceito
    Moro em São Paulo se voce souber de algum medico que atenda meu convenio Intermedica Notredame vou ser imensamente grata!

    OBrigada desculpe o desabafo tentei incurta mas nao consegui =/
    Beijos com asas 🙂

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  8. Oi Carol, meu nome é Debora, tenho 36 anos, sou de Fortaleza. Perdi há 18 dias minha pequena Isadora, estava com 21 semanas de gestação, tive a IIC. Ainda estou me recuperando emocionalmente e fisicamente dessa dor que dilacera nosso coração.
    Um problema que infelizmente não podemos prever,tentamos fazer a cerclagem,mas no meu mesmo dia ela nasceu de parto normal, infelizmente nasceu sem vida.
    Estoi liberada para tentar uma nova gravidez após agosto, já sei q terei q passar a minha futura gravidez de repouso total.
    Vc tem algum obstetra em Fortaleza especialista em gravidez de risco para me indicar?
    Acredito em Deus e logo ele me dará uma nova gravidez e terei meu ou minha bebe nos meua braços ..tenho FÉ!!!
    Grande abraço!
    Débora

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  9. Carol…
    Meu nome é Maisa Silva. Sou de Goiânia, GO.
    Seu blog veio como conforto de Deus, já tive duas perdas, uma com 13 e outra com 17, não foi feita a cerclagem a tempo.
    Agora estou grávida de 14 semanas, fiz a cerclagem com 12 completando 13 semanas.
    Ontem voltei ao trabalho após os 7 dias de atestado, entrei em pânico pois tive fortes cólicas e e sangramento forte.
    Resultado: novo atestado e perninhas pro ar até domingo.
    Tenho Fé que desta vez terei este bebê, ainda não foi confirmado o sexo, o médico acha que será homen, mas pra mim não tenho preferência, apenas sonho em ter ele ou ela nos braços…
    Se souber de algum especialista em Goiânia quero o contato, bom ter uma segunda opnião.
    Estou usando o ultrageston e duphaston, além da heparina duas vezes ao dia de 60.
    Muito obrigada por dividir com a gente sua experiência, espero voltar em outro momento pra dar boas notícias.. forte abraço…

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