Famílias de anjos – História contada pela querida Moema David 

Oi corações! Como vocês estão?

Hoje no #familiasdeanjos eu vou compartilhar com vocês a história contada pela querida Moema David.

Ela que está estreando nosso novo espaço aqui no blog e nas redes sociais.

Obrigada Moema, por confiar no meu trabalho! Parabéns pela linda família, que Deus abençoe sempre vocês!

Mamãe de anjo: Moema
Papai: Fred

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“Há uns 5 anos atrás, o desejo louco de ser mãe chegou. Queria surpreender o maridão com a notícia da gestação. Mas um ano depois, nada de bebê…

Uma amiga, a Gabi , que orava por mim, sonhou que Jesus falava com ela, que este bebê não viria enquanto eu e Fred não concordássemos a este respeito. Ele sempre brincava… Teremos filho em 2014… Na copa!!! Eu resmungava: muito longe!!! Depois do sonho da Gabi, meu coração se abriu para o Fred.

Em julho de 2011 resolvemos tentar mais um pouco, se não procuraríamos um especialista. Dois meses depois, Deus abre o meu ventre e engravido… Fiz surpresa, foi emocionante. Mas nosso anjinho foi para os braços do Pai. Tristeza sem medida, mas coração cheio da certeza de que Deus tinha propósito maior.

Depois disto, mais 4 abortos espontâneos… Foram 5 perdas… Provavelmente todas por má formação. Várias investigações genéticas, várias curetagens, muita vitamina, progesterona, heparinas. Muitas tentativas de manter as gestações. Mas o tempo de Deus não havia chegado. 

Em 2014, após o último aborto, em março, no retorno em junho, pós curetagem ao ginecologista, ele percebe meu útero gordinho e sugere uma nova gestação, antes mesmo do atraso menstrual.

Lá fui eu para mais um beta e para minha surpresa: gravidíssima!!! Resolvemos manter segredo, para que ninguém se preocupasse. Alguns dias depois, um pequeno sangramento… Chamei a minha amiga Nádia para me acompanhar ao PS e lá estava meu milagre: um saco gestacional com vesícula, bem implantados, pela mãos da dra Vanessa Cristina, no Hosp. Unimed.  

Quatro dias depois, com um segundo ultrassom já agendado, nada de saco gestacional, nem vesícula, nem batimentos… O nosso mundo, mais uma vez, estava desabando. Fred já estava desistindo. As vezes não era propósito de Deus sermos pais. Mas eu não havia desistido do meu milagre…

Dois dias depois, repetimos o ultrassom, e lá estava um coração forte e saltitante. Lá estava a nossa Carolina. Deus abriu o meu ventre, mais uma vez e cumpriu sua promessa: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade.” (Salmos 127.3-5)

Agradeço a todos que oraram, aos meus amados pastores da Oitava: Gidiel, Luis Fernando, Bruno, Eduardo, Jeremias, Beto, Iury e Eloísio e mães de oração, Gleides, Pr. Leo, Pastor Milvane, que sofreram junto e pagaram o preço através da oração.

Impossível citar todos os nomes, mas cada um que me amparou, sinta-se  agradecido. Vocês são parte da nossa história, foram instrumento para mover o coração do Eterno.

Agradeço às mães de oração da Sétima Presbiteriana de Montes Claros, ao pastor Tarcísio, por amparar minha mãe junto ao nosso sofrimento. Aos amigos e familiares que nos apoiaram, torceram, que Deus abençoe infinitamente a todos.

Euqueria ganhar Carolina no Sofia Feldman, num lindo parto humanizado. Meu médico Dr. Lucas Barbosa, profissional fantastico, nos orientou e apresentou todo o hospital. Mas: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito. Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.” (Prov.16 )

Às 6 horas da manhã do dia 21/02 perdi o tampão mucoso e as contrações começaram já de 7 em 7 min. Liguei para minha doula, Mônica Silva, prima do Fred que me orientou a esperar e aproveitar o dia… rsrsrs…

Lá fui eu, com toda minha agitação, fazer de tudo, entre as dores, que iam e vinham. Acompanhei pintor finalizando serviço. Fiz almoço, faxinei cozinha, o dia passou rapidinho. Até a bola para ajudar a segurar a onda, peguei emprestada com a Gabi, minha amiga personal. 

Como as dores só aumentavam, minha mãe sugeriu que fôssemos para o hospital ver como estava tudo. Fred quis ir para o hospital Unimed Maternidade Dia. Tínhamos visitado lá e ele amou as instalações, os quartos de parto humanizado e o carinho da equipe. 

Na ida para o hospital, pedi a minha mãe que orasse… e claro ela respondeu que já estava em oração. Paz sem medida ter alguém em sintonia com Deus, intercedendo por você.

Fui atendida às 17:30h, com contrações de 5 em 5 minutos. O dr. que me atendeu, que fiz questão de esquecer o nome,  ainda fez piada com meu nome, falou que era horrível e que parto humanizado era invenção de moda… Queria ver a carinha da Kalu Brum numa situação dessas. Eu e minha mãe ficamos indignadas. Após meu primeiro toque, 3 cm de dilatação e contrações muito fortes, de 5 em 5 min…

Aguardando a internação, fiz vômito no corredor de tanta dor. Aquilo me animava, porque teria em breve nossa filhota nos braços. 

Internamos! Quarto lindo, aconchegante, banheira, enfermeira, doula carinhosa, dores alucinantes…

Ao som de Maria Gadu, cantando a linda canção de Beto Guedes (Amor de índio): ducha, bola, barra, cavalinho, massagens, abraços, tudo para aliviar a dor que encurtava os intervalos. Doía cada vez mais.

Uma enfermeira louca, deixou minha mãe super abalada ao entrar na sala e declarar: “você não poderá ganhar na banheira, porque sua gestação é de risco. Só porque tive 5 abortos, esta gestação não implicava ser de risco. Mas eu não me preocupei com isto. Só pensava na minha filha, em conseguir parir. Mamãe se preocupou. Ligou para todos pedindo oração. Ela se conectou intimamente com o Senhor. Aquilo me dava segurança.

A equipe médica foi me ver, fez mais um toque e minha dilatação havia subido para 4 cm… e as contrações já estavam de 3 em 3 minutos. Me lembro de segurar a mão da minha mãe e falar… mãe, não vou aguentar… Mas ela me incentivava a continuar. Eu clamava pelo nome de Jesus, e certamente Ele estava ali, me abraçando,  e eu me sentia amparada, segura. 

Uma arritmia nos batimentos da Carolina fez os médicos monitorarem os batimentos, com um eletro, que me fez ficar deitada, imóvel. A dor das contrações é insuportável deitada. Já tinha lido sobre isto. Lá estava eu, imóvel, aguentando firme, contrações de 1 em 1 minuto. 

A vontade de fazer força chegou. Era incontrolável. A doula não queria que eu fizesse, mas eu não conseguia me conter. Correram e chamaram os médicos. Mesmo já fazendo força, fui autorizada a prosseguir fazendo.

Minha bolsa estourou. “Ploft” tudo alagado na maca. Mas os batimentos de Carolina não eram satisfatórios.  Tinham que estar entre 120 e 150… Minha mãe havia sumido por alguns minutos… estava no banheiro, de joelhos, orando.

Milagrosamente, em meia hora, minha dilatação evoluiu para total (numa situação normal eu ficaria mais umas 4 h em trabalho de parto… 1cm por hora, aproximadamente… a evolução).

Quatro médicos me acompanhavam: Dr. Sandro, dr. Diogo, dra Ana e o anestesista, que foram super ágeis e logo me colocaram no banquinho de parto, e Fred sentado atrás de mim, me abraçando, me ajudando a respirar, a fazer força. E como fiz força. Carolina encaixada. Lá estava a cabecinha dela, coroando. Mas os batimentos caíram muito e me levaram com urgência para o centro cirúrgico.

Não dava mais para fazer cesárea, ela estava saíndo. Eu também não queria cesárea. Preparei-me a gestação toda para um parto natural, normal, humanizado. 

Deus no controle.

E Deus interveio. Usou esses médicos maravilhosos para agirem rápido. Para que tudo cooperasse para o nascimento saudável da nossa pequena. 

Anestesia, episotomia, fórceps. Mas esses procedimentos foram necessários. Eu abominava estas palavras. Não queria nada disto. Mas com batimentos chegando a 70, tiveram que agir rápido. Fiz força. Muita força. fui amparada, carinhada, ninada. Fred estava lá, me amando, me segurando. A dor era tanta, que nem senti a anestesia entrando.

As dores passaram. O anestesista me falava a hora de continuar a fazer força. Dr Sandro anunciou, vamos fazer bastante força que ela vai nascer agora…

E lá estava nossa princesa, nos meus braços… eu tremia, minha alma bradava de alegria, exultava no Senhor… Linda, perfeita, saudável. Grudou no colo da mamãe e não desgrudou mais! Foi um pouquinho pro colo do papai, que até o cordão umbilical cortou. Só depois de pegar a pequena cria nos braços e dar sua lambida, Fred caiu na real: era pai! Que lindo ver os olhos reluzentes do meu amado, ver seu sorriso e gratidão a Deus, pela vida gerada de sua própria vida. 

Um dos médicos foi carinhosamente dar a notícia do nascimento da Carolina para minha mãe: se abaixou perto de onde ela estava assentada e falou que estava tudo bem, que ela havia nascido e que ainda bem que interviram rápido, porque a placenta estava completamente descolada, que o parto é uma caixinha de surpresas. Só vejo o agir de Deus, que é bom, maravilhoso.

Confesso que nem cheguei a imprimir meu plano de parto, porque minha confiança de que o melhor estaria por vir, foi maior que meus próprios planos.  

Eu que já tenho sangue de índio, agora me considero uma índia de verdade. Pari minha filhota e foi tudo lindo. Lágrimas nos olhos quando me lembro de tudo que passamos, da conexão que foi criada e dos milhares de hormônios do amor lançados no ar.

Planos são super importantes, mas o melhor mesmo é poder confiar no Deus do impossível e ser alvo de sua graça.

Graças a Deus pela vida do Fred Kong, que esperou pacientemente em Deus, que me amparou e se tornou um pai surpreendente.

Carolina, nosso milagre, amor sem medidas.

Jamais percam a ESPERANÇA! Deus tem o melhor para cada um de nós.”

Moema David

Hoje Moema está com dois milagres nos braços, a Carol e o Guto. 

Moema me contou, que a gravidez do Guto foi muito tranquila. Somente no finalzinho, seu médico percebeu que o líquido amniótico havia secado. Após diversas avaliações do caso, ele decidiu que o ideal era a internação, para que ele pudesse acompanha-la mais de perto.  

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  • Se você quer ter sua história publicada aqui no blog, me envie um e-mail para contatocarololiva@gmail.com
  • Caso você também more em BH ou região metropolitana e queira gravar um vídeo para o Youtube comigo, me escreva por lá também! Estou organizando nossa agenda para as primeiras gravações. Eu vou amar conhecer vocês pessoalmente!
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